segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tudo o que eu queria naquele instante era estar sozinho. A minha pausa diária, o meu café, o meu momento. A razão era apenas e tudo o que queria alcançar naquele instante, nesse instante em que tomavas o teu café. Rapariga das costas negras. A lógica passou por mim como uma flecha que corta o ar em rumo certo, porque mudaste de sitio? O que te levou a mover por entre a multidão que nos rodeava? Rapariga de cinzento, dos olhos tristes. Porque tinhas a certeza que ia olhar para ti enquanto fingia ler o meu jornal, enquanto desgrenhava a mente, enquanto me tentava agarrar à realidade? O troféu que me deste, que a outra me deu, não era mais que feito de cabelo, pele, terra e ouro. A ideia era mais valiosa que a ilusão, o céu estava nos teus braços que não senti. Mas amanhã é um novo dia para nós, tudo muda, porque agora nem tenho as reacções que queria.

E continuo com as minhas dúvidas de sempre. E gostava de fazer algo mais, receber algo mais. Que me dissesses palavras não proferidas. Gostava de não ser assim. Continuo o mesmo estúpido de outros tempos. Um dia vou aprender, porque tu nunca vais perceber o que queres de mim. E por isso a rapariga de vermelho aparece reflectida nos teus pensamentos. Amanhã tudo muda, porque um ser humano só se consegue manter aqui determinado tempo, e para me sentir assim, prefiro sentir-me assim por outros motivos, e não os mesmos sempre. Sei qual o meu papel neste teatro. Já o sei à muito tempo.

3 comentários:

teppefall disse...

E este é dos poucos que faz sentido, em muito tempo. Ou isso ou de manhã fico mais perspicaz.

Contente por ti, por vez este passo em frente a ser dado.

Firefly disse...

Acho que já percebi o que entendeste LOL Nop, não é isso que tás a pensar...

teppefall disse...

Hmmm, eu acho que é.. Vá não me deixes na mão, já para o msn! =P