terça-feira, 24 de julho de 2007

Serotonina

A minha serotonina acordou comigo ao lado. Eu já estava a ver o Sol nascer por entre os ramos das árvores partidas e secas. Coloquei-a em linhas pequenas, como habituado já estou, e respirei-a lentamente sentido o pó esfumar-se dentro dos meus pulmões. Quero-o deixar partir, mas torna-se dificil largar um vicio composto. Deixo-me ir invés, partir para outra, rasguei parte de mim em honra a ti. O quente do dia fe-la evaporar-se de mim, escorrendo também em overdose do meu nariz. Ligas-me enquanto tens tempo, que finges não ter, até porque na verdade nem te interessas porque desligas o meu batimento cardiaco.
Fui caminhar, ao longo de uma história que fingi me interessar, um sorriso que fingi ser meu durante 2 horas inteiras em que te quiz matar. Saiste do meu organismo e não me deixaste chorar em paz. Encontrei nova dose, nova alegria, novas esperanças, novas visões, um mundo que não é meu para me rir um bocado, enquanto te snifo de novo. Caminho e falo contigo num mundo distante, e voces ainda acreditam em mim ( ou será que acreditam no vosso pequeno mundo?). Eu acredito nos sorrisos, mesmo apesar de te saber distante, no outro lado. Mesmo quando falo com a Lua, eu consigo te sentir e ver. Quando falo com as Estrelas consigo te cheirar e provar. Em meio de desabafo inalo mais um pouco, tento não sucumbir ao tempo impiedoso, que parece travar e não saber que ritmo ter. Eu acredito no teu sorriso.

3 comentários:

Nechtan disse...

ai,ai... acho que temos de ter uma conversinha...
texto brutal.
abraço

Firefly disse...

Merci... Eu não concordo. Tá meio confuso, mas eu tava meio confuso na altura... temos k tomar um cafézito. =) Abraço!

Ana Pena disse...

Está brilhante Zé! Gostei muito! Beijo*