quarta-feira, 13 de outubro de 2010

I am fragile too.

Um sonho despertou-me hoje. Um sonho surreal, efémero. A realidade éramos nós. Lembro-me do sentimento de urgência que senti no inicio, da construção de máquinas maravilhosas gigantes, das cidades eternas. Senti uma presença, alguém procurava comunicar com uma pessoa morta. As pessoas próximas procuravam esse ente, queriam saber quando morreu, o que lhes podia contar. Eu vi-a, chapéu de pano, vestido como se viesse das quintas dos anos vinte. Quando ela apareceu na minha vida, eu acabei por tomar uma atitude totalmente passiva. Não entendi porque queriam tirar uma fotografia com ela. A maquina antiga, ainda com flash de polvora ia disparar. O tempo começou a andar devagar, ela começou a sorrir. A foto apenas foi feita quando o sorriso dela estava perfeito. Como se a máquina soubesse que momento de felicidade queria guardar da mulher morta. O momento perfeito. E eu não o consegui agarrar...
Agora entendo que afinal estávamos todos mortos, a única pessoa viva era ela, o ser morto. O sorriso perfeito. O momento que todos tentamos agarrar, mas que sempre nos foge das mãos...

Estamos demasiado preocupados e virados para nós próprios.
Até que alguém entra nas nossas vidas, e tudo muda...
O mundo deixa de girar à nossa volta.
Apenas gira e vive.

2 comentários:

GotchyaYinYang disse...

Gostei! Muito altruísta!

Firefly disse...

Se eu te contasse os meus sonhos...