quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Dúvida eterna

Imaginando que sou uma árvore. Imaginando que sou mais que isso, mas que basta ser uma árvore. Contacto com o colo através das raízes, tronco elevando-se no ar, folhas em fotossíntese. O que mais dará lugar ao conhecer os elementos? Serão simples folhas despejadas aos meus pés? Ou será uma realidade alternativa de seres conjugais eternos, que nada têm além de comunicação interna, regulada e certa? Eu até admito que pode ser isso mesmo, mas por quê todos ao mesmo tempo?

5 comentários:

Rita disse...

Quem tem paranóias com árvores com folhas anseia por crescer, desenvolver-se. Seguir em frente com a vida. Sabias?

Rute disse...

Porque a vida é um novelo de acontecimentos... n?

Tiago Reis disse...

Que direcção?
Que sentido?
Que contradição
Me faz foragido?

Que sensação?
Que momento?
Qual é a emoção
Que me deixa em lamento?

Que realidade?
Que fantasia?
Qual a saudade
Que tenho da magia?

Do amor, do amar
Do querer e procurar?
Onde está, quem foi
Quem não há, quem se foi?

Que penoso caminho?
Que rumo desordenado?
Será no fundo carinho
O que procuro desorientado?

Quem me traiu, quem não viu?
Quem de mim fugiu, quem saiu?
Porque é o Sol brilhante
Se estás longe, ausente?

Que perigoso fim?
Que ruinoso começo?
Quem é para mim?
Quem é que mereço?

Que figura, quem?
Quererei eu alguém?
Decerto que sim
Mas… terá fim?

Este pesadelo, este sonho
Esta continuada corrosão
Que momento mais enfadonho
De pertencer a algum coração

E rumo novamente
A algo mais que errado
Estarei eu certo certamente
Que cairei em novo pecado?

Que sensação?
Que perdão?
Que outra alucinação
Me deixaria no chão…?

Que pena que assim seja
Que pena…

Tiago Reis

GotchyaYinYang disse...

Adorei o teu texto e concordo com os comentários. Adorei o poema do David também.

Fenix disse...

Talvez seja só mesmo para complicar...

:(