domingo, 28 de outubro de 2007

Cubo

Um espaço, um cubo perfeito. Faces negras, arestas polidas. Veludo o domina, luxúria o acompanha. Mas uma face apenas não ve o conjunto de todas as outras. Uma face perdida no desejo da loucura. Um desabotoar de arestas coerentes, a ruptura da estrutura. O volume negado no objecto antes entendido. Um jogo criado nas mentes impacientes com demasiado tempo para pensar. O que tem o seu interior? Agora. Nada. Um deserto que se abre à passagem de qualquer um, brilhando e ofuscando, aliciando-me a ficar aqui.

Um comentário:

Nuno disse...

Esse cubo... Parece-me um espaço tentador, uma dimensão na qual o lado obscuro e, no entanto, mais vivo, de alguém, poderia habitar, viver, respirar. Ou então, o lado calmo e nocturno...