quinta-feira, 5 de abril de 2007

Paranoia: paper cut

Caindo, penosamente, pela ravina, com a chuva a teimar em descer, e as lágrimas a rasgarem a pele como se de cortes de papel se tratassem. Pétalas de rosa, efémeras sobem pelas plumas de ar quente, pela cobertura dele, cortando, sangrando, chorando, congelando os sentimentos. Sozinho, cai, cada vez mais fundo. árvores da ravina, flores silvestres, cores misturadas em aguarelas negras, de tanto pensar, de tanto se auto flagelar, de tanto olhar, e compreender. Pensamentos idilicos que passaram não serão jamais. Mais uma lágrima, mais um corte.

Nenhum comentário: